A todos…

December 30, 2005

Agora que faz precisamente dez anos que passei a minha primeira Passagem de Ano com amigos (…) numa casinha velhinha em pleno centro da cidade de Ourém e que a Pasagem de Ano não é vivida com a mesma intensidade nem com as mesmas intenções da altura (a primeira é sempre a melhor!!), desejo que passem a noite da Passagem de Ano na companhia de quem mais estimam (mesmo não podendo estar na presença de todos quanto desejariam). Que o Ano de 2006 vos corra ainda melhor. Feliz Ano Novo*

Entre várias prendas que recebi este Natal (todas elas do meu agrado), tenho de realçar a prenda que a Rute me ofereceu… Uma BTT. Muito, muito fixe! É mais um trunfo contra o sedentarismo. E já resulta: já passei o último fim-de-semana antes do Natal (troca antecipada de prendas…lol) a pedalar e a apanhar o vento na cara, em vez de estar sentado em frente a este portátil a bloggar ou coisa do género… ;)

O Natal serve por vezes para isto mesmo: alterar/melhorar a nossa vida, seja pelo carregar de baterias que é estar na companhia da nossa Família, seja pelo novo desafio que uma prenda recebida poderá significar.

Rumo ao exercício físico, pedalar, pedalar! ;)

Hoje vou-me debruçar levemente sobre aquelas pessoas que não podem passar a noite de Natal junto das suas famílias por razões profissionais. Há muitas profissões que provocam tal situação: os pilotos de aviões e consequentemente todos aqueles cujo trabalho está associado aos aeroportos; os médicos, enfermeiros e assistentes; os agentes da polícia e GNR; trabalhadores de rádio e televisão, etc. Haverão mais. Mas queria-me debruçar somente sobre aqueles que trabalham nas Portagens das Autoestradas. Já pararam para pensar sobre aqueles que têm de passar a meia-noite do Natal sentado numa portagem à espera do carro que quase de certeza não vai lá passar àquela hora, especialmente em portagens das Autoestradas não-principais, tais como os que estão na Portagem de Riba de Ave (autoestrada Braga-Guimarães)?! É que um piloto de avião ou qualquer outro trabalhador de um aeroporto está a trabalhar para pessoas que até poderão estar ainda a caminho do Natal deles, noutro país e noutro fuso horário; os médicos, enfermeiros e assistentes estão a cuidar de doentes e por vezes a salvar vidas à meia noite da noite de Natal; os agentes da Polícia e GNR estão a zelar pela segurança (ou pelo menos deveriam…) dos cidadãos; os trabalhadores de rádio e televisão estão, quanto mais não seja, a fazer companhia a algum pobre que passa a noite de Natal sozinho. Mas um trabalhador de portagem não! Qual a probabilidade de um carro passar entre as 22h e a 1h da manhã na saída de Riba de Ave na noite de Natal, por exemplo?! Deve ser praticamente nula. E deve ser bastante frustrante e difícil para a pessoa que está enfiado naquele cubículo, só.
Foi só um pensamento :)
Continuação de boas festas.
O Púbico noticía hoje: A associação ambientalista Quercus apresentou uma nova queixa à Comissão Europeia sobre a construção do troço do IC9 entre Alburitel e Tomar e pediu a suspensão do financiamento europeu à obra.

Este IC9 bem poderá ter que se chamar Impossível Conduzir 9. Esperam-se as cenas do próximo capítulo.

Quero ver!

December 27, 2005

A Noiva Cadáver de Tim Burton. Este senhor faz coisas lindaaaaas…!!

Findo o Natal e de volta ao trabalho e aos blogs, queria apenas deixar uns pequenos pensamentos acerca do Natal.

Começo hoje pelos tão badalados e utilizados sms de Natal. Mais uma vez os noticiários deram a informação que se superaram todas as expectativas das operadoras e recordes de sms enviados de anos anteriores. Nada de novo. Acho um processo normal e embora não tão agradável como receber um postal, escrito à mão, sempre é uma maneira fácil e barato de desejar um óptimo Natal e toda aquela lenga-lenga pré-definida aos nossos amigos… e não só. E é precisamente por aí que queria começar: ao serem enviados sms sem qualquer tipo de filtração, ou seja, enviando-os automaticamente a toda a lista de contactos, estes acabam por perder significativamente o seu valor aquando da chegada àqueles que queríamos, de facto, desejar um feliz Natal. Ou seja, a mensagem é totalmente banalizada. Ao receber o sms, a pessoa deduz imediatamente se a pessoa escreveu ou não aquele sms de propósito para ela ou se apenas acabou por ser apenas mais um da lista. O facto de o tempo ser dinheiro poderá explicar este tipo de processo. Ou não. Mas o que pensarão aquelas pessoas da nossa lista de contactos, com quem já nem sequer privamos e que por vezes com quem já nem nos damos, quando recebem muitos beijinhos e abraços e carinho por parte de quem enviou o sms?!

Depois há a mensagem intermédia, ou seja, parcialmente personalizada (admito que este foi o processo adoptado por mim este ano). A mensagem leva a lenga-lenga do costume, mas desta vez leva também o nome do receptor do sms, ao estilo, “… beijos para ti, Gurmesinda.”. Esta mensagem, para além de ter a vantagem de levar o nome do receptor, tem outra vantagem que é: a pessoa ao enviá-la, está de facto a pensar no receptor, pois quanto mais não seja, não a pode enviar a eito, tendo que procurar o nome da pessoa na lista, etc. Confesso que ao receber um sms destes, já me dou por satisfeito.

Por fim há os sms ultra-personalisados, em que para além do nome do receptor, o sms tem um texto personalizado e único, de acordo com a história comum existente entre as duas pessoas da conversa. Poder-se-à comparar a um postal escrito à mão, dado a sua escassez e o trabalho que dá nos dias de hoje. Confesso que nunca recebi um destes… :)

Para acabar com isto (que se prolongou bem mais do que eu estava à espera…), tenho de deixar aqui escrito que receber queixas de pessoas que receberam um sms meu de natal de nível intermédio e que me tinham enviado um sms em nada personalizado, enviado a eito com mais não-sei-quantas-dezenas-de-sms, é algo perturbador! É preciso ter lata!!

Continuação de boas festas ;)

Desejo-vos… (Natal II)

December 23, 2005

… A Malibu Kind of Christmas! :)